sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nunca diga nunca meu cu

Desistir das coisas. Bem simples. Quando você vê lá no fundo delas, na curva do fim que não vai dar certo, você joga as cartas, os panos, as roupas pra cima e se odeia por ser derrotado. Como se fosse fácil assim se dar por vencido. Como se você não quisesse tentar outra vez. Como se não existisse aquele pensamento martelando na sua cabeça dizendo "mas e se eu tentar só dessa vez, vai ser diferente" "só mais essa, pode ter mudado um terço do ângulo" "agora eu tenho certeza que mudou, tá tudo num lugar diferente" você fica que nem um estúpido batendo na mesma moeda quando um monte de notas de outro valor te esperam por aí.

Eu não sei quando a moeda não vale mais, muito menos onde encontrar essas notas mais valiosas. Eu fico querendo domar o tempo pra fazer ele mudar tudo do jogo, as letras, os sentimentos, as vértices, o coração. Mas esse filho da puta não me obedece. Só naquele momento que a noite muda pro dia e olho pro teto dizendo que dessa vez mais.

Bastou de estupidez. Mas não basta não.
Até quando a paciência de escorregar no erro vive na nossa cabeça?

3 coments:

Vanessa de Paula disse...

hum tem escrita forte! legal (:

aline disse...

a gente nunca para de errar. e sempre continua insistindo.. ou pelo menos eu também sou assim

Maurilo disse...

" até quadno a paciência de escorregar no erro vive na nossa cabeça?"
até quando carrregarmos a qualidade de seres humanos, de sermos humanos.