Nada. Quando nada se torna alguma coisa. Alguma coisa além de espaço vazio. Espaço vazio que te consome por um efeito aspirador e embala a vácuo, do nada que você passava a sentir tudo começa a surgir. No peito, na boca, nas mãos. No meio do peito. E quando cala é só com um choro de agonia se dando por vencido, por mais que você não queira se dar como perdedor. Nada é uma palavra que ainda espera tradução. É um inimigo bastardo de quem tem a cabeça cheia de vida e não sabe viver. Ou tem medo de viver. Ou que acha que "nada" do que fizer vai tirar o nada vazio a vácuo de dentro de si. Então adia. Se esconde. Faz mil. Um milhão. Mas ao mesmo tempo não faz nada. Só passa pelos dias, de boca murcha. Corpo torto. Coração acelerado. Esperando que o nada um dia se torne em algo. Forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte.
forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte.
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é lindo !
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