sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
o nada e o vazio
Nada. Quando nada se torna alguma coisa. Alguma coisa além de espaço vazio. Espaço vazio que te consome por um efeito aspirador e embala a vácuo, do nada que você passava a sentir tudo começa a surgir. No peito, na boca, nas mãos. No meio do peito. E quando cala é só com um choro de agonia se dando por vencido, por mais que você não queira se dar como perdedor. Nada é uma palavra que ainda espera tradução. É um inimigo bastardo de quem tem a cabeça cheia de vida e não sabe viver. Ou tem medo de viver. Ou que acha que "nada" do que fizer vai tirar o nada vazio a vácuo de dentro de si. Então adia. Se esconde. Faz mil. Um milhão. Mas ao mesmo tempo não faz nada. Só passa pelos dias, de boca murcha. Corpo torto. Coração acelerado. Esperando que o nada um dia se torne em algo. Forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte.
forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte. forte.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Memórias ativas
eu olho pro futuro querendo sentir ele do meu lado
mas ele faz uma curva e se joga distante
dói um pouco
mas depois passa
como passam os dias até ele chegar
o cheio da nostalgia é temperado com amor
aquilo pra matar e morrer
antes que mate por dentro
a casa do conforto não quer abrir sua fechadura pro meu coração
o amor comeu os meus desejos e não quer fazer a digestão
não sei onde foi brincar de esconde-esconde
o amor que deveria esconder as dores da minha vida
mesmo quando o coração se parte em dois
você continua batendo a vida de um só
eu espero a vida acontecer e isso a atrasa
todo movimento é uma palavra viva
a verdade do amor só é completa quando se quebra em duas partes
alice plantou borboletas no meu estômago, que voam sem parar
servem ao menos pra disfarçar os socos no peito e perdidos da mente
desilusão é um prato cheio pra um estômago faminto de amargura
ócio é bactéria do corpo
vácuo é cárie pro coração
a vida me abraça com um tailleur de espinhos, pra me fazer sangrar as dúvidas, confusões e angústias
eu torço pra vir uma hemorragia
talvez não saiba falar sol porque a língua não queimou em verões
todo mundo tem um lobo, mas nem todo mundo vira pra lua pra ele poder uivar
porque a dor quando nasce
não tem carne
pra ser morta a facadas
Eu posso apagar o blog,
Mas o sentimentos de mim não se apagam não.
Retirados do mu-t.blogspot.com , meu ex blog de cansaços diários
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Nunca diga nunca meu cu
Desistir das coisas. Bem simples. Quando você vê lá no fundo delas, na curva do fim que não vai dar certo, você joga as cartas, os panos, as roupas pra cima e se odeia por ser derrotado. Como se fosse fácil assim se dar por vencido. Como se você não quisesse tentar outra vez. Como se não existisse aquele pensamento martelando na sua cabeça dizendo "mas e se eu tentar só dessa vez, vai ser diferente" "só mais essa, pode ter mudado um terço do ângulo" "agora eu tenho certeza que mudou, tá tudo num lugar diferente" você fica que nem um estúpido batendo na mesma moeda quando um monte de notas de outro valor te esperam por aí.
Eu não sei quando a moeda não vale mais, muito menos onde encontrar essas notas mais valiosas. Eu fico querendo domar o tempo pra fazer ele mudar tudo do jogo, as letras, os sentimentos, as vértices, o coração. Mas esse filho da puta não me obedece. Só naquele momento que a noite muda pro dia e olho pro teto dizendo que dessa vez mais.
Bastou de estupidez. Mas não basta não.
Até quando a paciência de escorregar no erro vive na nossa cabeça?
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